segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Como Funciona a Energia Nuclear


Energia nuclear



O que é?

Os átomos de alguns elementos químicos apresentam a propriedade de, através de reações nucleares, transformar massa em energia. Esse princípio foi demonstrado por Albert Einstein. O processo ocorre espontaneamente em alguns elementos, porém em outros precisa ser provocado através de técnicas específicas.
Existem duas formas de aproveitar essa energia para a produção de eletricidade: A fissão nuclear, onde o núcleo atômico se divide em duas ou mais partículas, e a fusão nuclear, na qual dois ou mais núcleos se unem para produzir um novo elemento.
A fissão do átomo de urânio é a principal técnica empregada para a geração de eletricidade em usinas nucleares. É usada em mais de 400 centrais nucleares em todo o mundo, principalmente em países como a França, Japão, Estados Unidos, Alemanha, Suécia, Espanha, China, Rússia, Coréia do Sul, Paquistão e Índia, entre outros.
Hoje, 17% da energia elétrica no mundo, é gerada através de fonte nuclear e este percentual tende a crescer com a construção de novas usinas, principalmente nos países em desenvolvimento (China, Índia, etc.). Os Estados Unidos, que possuem o maior parque nuclear do planeta, com 103 usinas em operação, estão ampliando a capacidade de geração e aumentando a vida útil de várias de suas centrais. França, com 58 reatores, e Japão, com 56, tambem são grandes produtores de energia nuclear, seguidos por Rússia(31) e Coréia do Sul (20).
A maior vantagem ambiental da geração elétrica através de usinas nucleares é a não utilização de combustíveis fósseis, evitando o lançamento na atmosfera dos gases responsáveis pelo aumento do aquecimento global e outros produtos tóxicos. Usinas nucleares ocupam áreas relativamente pequenas, podem ser instaladas próximas aos centros consumidores e não dependem de fatores climáticos (chuva, vento, etc.) para o seu funcionamento.
Além disso, o urânio utilizado em usinas nucleares é um combustível de baixo custo, uma vez que as quantidades mundiais exploráveis são muito grandes e não oferecem risco de escassez em médio prazo.
Pesquisas de opinião realizadas na Europa, nos Estados Unidos e na Ásia demonstram que a população aceita a construção de novas usinas nucleares e a substituição de plantas antigas por novas.
Ambientalistas prestigiados como James Lovelock (autor da “Teoria de Gaia”) e e Patrick Moore (fundador do Green Peace) são unânimes em declarar que não se pode abdicar da energia nuclear se pretendemos reduzir os riscos do aquecimento global e de todos os problemas relacionados a ele.

Como funciona uma usina nuclear?


A fissão dos átomos de urânio dentro das varetas do elemento combustível aquece a água que passa pelo reator a uma temperatura de 320 graus Celsius. Para que não entre em ebulição – o que ocorreria normalmente aos 100 graus Celsius -, esta água é mantida sob uma pressão 157 vezes maior que a pressão atmosférica. 
O gerador de vapor realiza uma troca de calor entre as águas deste primeiro circuito e a do circuito secundário, que são independentes entre si. Com essa troca de calor, a água do circuito secundário se transforma em vapor e movimenta a turbina - a uma velocidade de 1.800 rpm - que, por sua vez, aciona o gerador elétrico.
Esse vapor, depois de mover a turbina, passa por um condensador, onde é refrigerado pela água do mar, trazida por um terceiro circuito independente. A existência desses três circuitos impede o contato da água que passa pelo reator com as demais. 
Uma usina nuclear oferece elevado grau de proteção, pois funciona com sistemas de segurança redundantes e independentes (quando somente um é necessário).




Defesa em Profundidade

É um conceito de projeto que envolve a criação de sucessivas barreiras físicas que mantêm a radiação sob total controle.
1 – As pastilhas de dióxido de urânio possuem uma estrutura molecular que retém a maior parte dos produtos gerados
na fissão.
2 – As varetas que contêm as pastilhas são seladas e fabricadas com uma liga metálica especial.
3 – O vaso do reator funciona como uma barreira estanque.
4 – A blindagem radiológica permite que os trabalhadores possam acessar áreas próximas ao reator.
5 – O envoltório de aço especial, com 3 centímetros de espessura, é projetado para resistir ao mais sério acidente.
6 – O envoltório de concreto, com 70 centímetros de espessura, conterá qualquer material caso as demais barreiras falhem.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Diversidade da Vida Animal

   Endoesqueleto e exoesqueleto
 Algumas espécies de animal apresentam esqueleto. Outras não.
 Você já observou uma lesma? A lesma é um animal que não possui esqueleto.Outros exemplos são o polvo e a minhoca.
 Já pensou se um elefante não tivesse esqueleto? Com todo aquele tamanho,seria impossível ele se manter em pé. Seu corpo não teria sustentação. É esse um dos papéis desempenhados pelo esqueleto:dar sustentação ao corpo.Existem alguns animais.que possuem esqueleto na parte externa do corpo,como se fosse uma armadura. É caso dos camarões.Esse esqueleto apresenta articulação que permitem o camarão andar. O caranguejo, a barata,o escorpião e o gafanhoto são outros exemplos de animais com esqueleto externo, o exoesqueleto.
 O ser humano também tem esqueleto.Mas ele fica na parte interna do corpo,como no caso do elefante. É o endoesqueleto. Outros exemplos de animais que possuem endoesqueleto são macacos, cachorros, gatos, sapos, jacarés, aves e peixe.

 


  A coluna vertebral 
 Ao seguir o procedimento descrito na abertura deste capítulo,você percebeu a existência,no seu corpo,da coluna coluna vertebral.Ela é uma fileira de osso que está presente em alguns animais,como elefantes,bois,porcos,macacos ,cachorros,gatos,ratos,sapos,serpentes,jacarés,passarinhos e peixes. Os animais que apresentam coluna vertebral são os vertebrados.
 Por outro lado,os animais que não possuem coluna vertebral são os invertebrados. Alguns deles são os polvos, os caramujos e os vermes.
 É importante perceber que nem todo animal que possui esqueleto é considerado vertebrado. A estrela-do-mar, por exemplo, tem um esqueleto, mas sem coluna vertebral.O caranguejo, o camarão,a barata,o escorpião e o gafanhoto possuem esqueleto - que é um exoesqueleto -,mas sem coluna vertebral. São,portanto,invertebrados.


  A diversidade dos vertebrados


 Os peixes,anfíbios,os répteis,as aves e os mamíferos são animais vertebrados.Todos eles apresentam endoesqueleto, e, além da coluna vertebral, possuem um crânio.O crânio, estrutura rígida localizada na cabeça e que envolve o cérebro, é constituído por material ósseo ou cartilaginoso.
 Os cientistas descreveram (ou seja, catalogaram) cerca de 46 mil espécies de vertebrados.

  Noções sobre reprodução animal


•A reprodução sexuada envolve gametas
  Entre os animais vertebrados é comum a reprodução sexuada,que envolve células especiais,os gametas (células reprodutivas). Um novo indivíduo é gerado a partir de um gameta masculino,chamado espermatozoide,e de um gameta feminino chamado óvulo.
 Os gametas se formam em órgãos apropriados do organismo do macho e da fêmea.
•A fertilização pode ser interna ou externa
 Um zigoto,a primeira célula de um novo indivíduo, é formado pela união de um espermatozoide e de um óvulo.Essa união é a fecundação ou fertilização.
 Os comportamentos animais de acasalamento são muito variado.Há espécies em que os espermatozoides são depositados pelo macho no interior do corpo da fêmea.Nesse caso acontece a fertilização interna. Em outras espécies, macho e fêmea se aproximam um do outro e depositam seus gametas no ambiente, onde ocorre a fertilização externa. Como espermatozoide e óvulo são células muito delicadas que podem se desidratar (perder água) rapidamente e morrer, a fertilização externa ocorre dentro da água ou em ambientes extremamente úmidos.
•O desenvolvimento do zigoto
 Após a fertilização, o zigoto passa por um período de desenvolvimento,em que o número de células células se multiplica.Nessa fase ele recebe o nome de embrião.
 Nas espécies que põem ovos, o embrião desenvolve-se dentro do ovo até o nascimento e, nesse período,utiliza substâncias nutritivas que existem no próprio ovo. É o caso de répteis, aves e muitas espécies de peixes.
 Há espécies que produzem ovos mas eles não são postos.
 Ao contrário, ficam protegidos dentro do corpo da mãe até o nascimento. Nesse caso, o embrião também se nutre de substâncias armazenadas no ovo. Isso ocorre, por exemplo, com algumas espécies de peixes.
 Há outras espécies de seres vivos em que o embrião permanece dentro do corpo da mãe e é nutrido por substâncias que provêm do organismo materno. É o que acontece na maioria dos mamíferos.
 A reprodução sexuada produz descendentes que apresentam material genético em parte igual ao do pai e em parte igual ao da mãe.
•Existe outra forma de reprodução a assexuada
 Entre os animais menos complexo, forma de reprodução sexuada, envolvendo gametas masculinos e femininos, também é encontrada.
 Porém,há várias espécies em que pode ocorrer outra forma de gametas. Nesse caso, as células de uma parte do corpo do organismo podem sofrer multiplicação e originar um novo indivíduo cujo material genético será totalmente igual ao do organismo que o originou.

sábado, 1 de outubro de 2011

Musica

  Historia da musica
História da Música é estudo das origens e evolução da Música ao longo do tempo. Como disciplina histórica insere-se na história da arte e no estudo da evolução cultural dos povos. Como disciplina musical, normalmente é uma divisão da musicologia e da teoria musical. Seu estudo, como qualquer área da história, é trabalho dos historiadores, porém também é freqüentemente realizado pelos musicólogos.
Em 1957 Marius Schneider escreveu: “Até poucas décadas atrás o termo ‘história da música’ significava meramente a história da música erudita européia. Foi apenas gradualmente que o escopo da música foi estendido para incluir a fundação indispensável da música não européia e finalmente da música pré-histórica."
Há, portanto, tantas histórias da música quanto há culturas espaços no mundo e todas as suas vertentes têm desdobramentos e subdivisões. Podemos assim falar da história da música do ocidente, mas também podemos desdobrá-la na história da música erudita do ocidente, história da música popular do ocidente, história da música do Brasil, história do samba, e assim sucessivamente.

 O objetivo do estudo da historia da musica
Se considerarmos o termo em sua maior abrangência, a história da música envolve ao menos:
  • As origens culturais da música em cada grupo humano estudado.
  • As influências culturais e sociais que a música exerce e sofre ao longo de seu desenvolvimento.
  • A origem e evolução de seus sistemas musicais característicos (que envolvem suas estruturas rítmicasmelódicas e harmônicas).
  • O desenvolvimento das formas musicais e dos gêneros e estilos.
  • A história dos instrumentos musicais e técnicas associadas à sua execução.
  • A influência mútua entre a música e os demais movimentos culturais.
  • A origem e evolução dos sistemas teóricos utilizados para estudá-la, incluindo sistemas de notação e análise musical.
  • As principais personalidades envolvidas na sua evolução. Os compositores e músicos que marcaram cada período ou gênero específico ou que impulsionaram o desenvolvimento de novas formas, estilos e gêneros.
  • A cronologia de todos estes temas.
Os métodos usados no estudo da história da música podem incluir a análise de manuscritos e iconografia, o estudo de textos críticos ou literários, a associação entre música e linguagem e a relação entre a música e a sociedade. A análise de artefatos arqueológicos e a documentação etnográfica também são instrumentos úteis a este campo do conhecimento.

 Historia da musica e a  etnologia
 Uma das razões do conceito difundido de que história da música refere-se apenas à música ocidental é a grande quantidade de obras existentes que tratam apenas desta vertente e predominaram por muitos séculos. Apenas após o surgimento da etnomusicologia (uma área da etnologia), foi que as origens da música não européia passaram a ser mais bem documentadas.

 Nos estudos da música primitiva que tentam relacionar a música às culturas que as envolvem, há duas abordagens prevalecentes: a Kulturkreis da "Escola de Berlim" e a tradição  norte americana daárea cultural. Entre os adeptos da Kulturkreis está Curt Sachs, que analisou a distribuição de instrumentos culturais de acordo com os círculos culturais estudados por Gräbner, Schmidt, Isadora e Preuss, entre outros, e descobriu que as distribuições coincidiam e estavam correlacionadas. De acordo com esta teoria, todas as culturas passam pelos mesmos estágios e as diferenças culturais indicam a idade e velocidade de desenvolvimento de uma dada cultura.
 A teoria da área cultural, por outro lado, analisa a música de acordo com as regiões nas quais as pessoas compartilham a mesma cultura, sem atribuir a essas áreas um significado ou valor histórico (por exemplo, todos os Inuit tradicionais possuíam um caiaque, um traço comum que define a área cultural Inuit). Em cada uma das teorias, as regiões definidas necessariamente se interceptam, com pessoas que compartilham partes de mais de uma cultura, permitindo a definição dos centros culturais pela análise de seus limites. (Nettl 1956, p.93-94)
 A etnologia analisa e documenta as manifestações culturais oralmente e as correlacionam às suas regiões para determinar a história de cada cultura. Isso inclui todas as manifestações artísticas, inclusive a música.

  A musica na pré historia
Somente através do estudo de sítios arqueológicos podemos ter uma idéia do desenvolvimento da música nos primeiros grupos humanos. A arte rupestre encontrada em cavernas dá uma vaga idéia desse desenvolvimento ao apresentar figuras que parecem cantar, dançar ou tocar instrumentos. Fragmentos do que parecem ser instrumentos musicais oferecem novas pistas para completar esse cenário. No entanto, toda a cronologia do desenvolvimento musical não pode ser definida com precisão. É impossível, por exemplo, precisar se a música vocal surgiu antes ou depois das batidas com bastões ou percussões corporais. Mas podemos especular, a partir dos desenvolvimentos cognitivos ou da habilidade de manipular materiais, sobre algumas das possíveis evoluções na música.
Na sua "História Universal da música", Roland de Candé nos propõe a seguinte seqüência aproximada de eventos:
  1. Antropóides do terciário - Batidas com bastões, percussão corporal e objetos entrechocados.
  2. hominídeos do paleolítico inferior - Gritos e imitação de sons da natureza.
  3. Paleolítico Médio - Desenvolvimento do controle da altura, intensidade e timbre da voz à medida que as demais funções cognitivas se desenvolviam, culminando com o surgimento do Homo sapiens por volta de 70.000 a 50.000 anos atrás.
  4. Cerca de 40.000 anos atrás - Criação dos primeiros instrumentos musicais para imitar os sons da natureza. Desenvolvimento da linguagem falada e do canto.
  5. Entre 40.000 anos a aproximadamente 9.000 a.C - Criação de instrumentos mais controláveis, feitos de pedra, madeira e ossos: xilofones, litofonestambores de tronco e flautas. Um dos primeiros testemunhos da arte musical foi encontrado na gruta de Trois Frères, em Ariège, França. Ela mostra um tocador de flauta ou arco musical. A pintura foi datada como tendo sido produzida em cerca de 10.000 a.C.
  6. Neolítico (a partir de cerca de 9.000 a.C) - Criação de membranofones e cordofones, após o desenvolvimento de ferramentas. Primeiros instrumentos afináveis.
  7. Cerca de 5.000 a.C - Desenvolvimento da metalurgia. Criação de instrumentos de cobre e bronze permitem a execução mais sofisticada. O estabelecimento de aldeias e o desenvolvimento de técnicas agrícolas mais produtivas e de uma economia baseada na divisão do trabalho permitem que uma parcela da população possa se desligar da atividade de produzir alimentos. Isso leva ao surgimento das primeiras civilizações musicais com sistemas próprios (escalas e harmonia).

  A idade antiga
As primeiras civilizações musicais se estabeleceram principalmente nas regiões férteis ao longo das margens de rios na Ásia central, como as aldeias no vale do Jordão, na MesopotâmiaÍndia (vale do Indo atualmente no paquistão), Egito (Nilo) e China (Huang He). A iconografia dessas regiões é rica em representações de instrumentos musicais e de práticas relacionadas à música. Os primeiros textos destes grupos apresentam a música como atividade ligada à magia, à saúde, à metafísica e até à política destas civilizações, tendo papel freqüente em rituais religiosos, festas e guerras. As cosmogonias de várias destas civilizações possuem eventos musicais relacionados à criação do mundo e suas mitologias freqüentemente apresentam divindades ligadas à música.


 Século XX
No século XX houve ganho de popularidade do rádio pelo mundo, e novas mídias e tecnologias foram desenvolvidas para gravar, capturar, reproduzir e distribuir música. Com a gravação e distribuição, tornou-se possível aos artistas da música ganhar rapidamente fama nacional e até internacional. As apresentações tornaram-se cada vez mais visuais com a transmissão e gravação de vídeos musicais e concertos. Música de todo gênero tornou-se cada vez mais portátil.
A música do século XX trouxe nova liberdade e maior experimentação com novos gêneros musicais e formas que desafiaram os dogmas de períodos anteriores. A invenção e disseminação dos instrumentos musicais eletrônicos e do sintetizador em meados do século revolucionaram a música popular e aceleraram o desenvolvimento de novas formas de música. Os sons de diferentes continentes começaram a se fundir de alguma forma.

O nascimento das monarquias nacionais

Interesses no fortalecimento dos reis
  A nascente burguesia comercial precisava promover algumas reformas para impulsionar a atividades comercial.O transporte de mercadorias de uma cidade para outra,por exemplo,obrigava os comerciantes a cruzar vários feudos.Cada um deles,porém,estava sob a autoridade de um senhor feudal,que estipulava suas próprias leis.
 A burguesia passou,então,a apoiar a transferência de poder para as mãos do rei.Dessa maneira,o rei poderia unificar a moeda,as leis,os impostos e estabelecer um sistema de pesos e medidas único,facilitando os negócios.
 Muitos senhores feudais também apoiaram a centralização politica,mas por razões diferentes.As Cruzadas,a peste negra e a fuga de servos levaram muitos senhores à ruína.A solução foi apoiar os reis,para obter favores da Coroa.


As divisões na nobreza
 A nobreza europeia da chamada Idade Moderna era formada por
dois grupos principais:a nobreza de espada e a nobreza togada.
 A nobreza de espada,também conhecida como nobreza "de sangue",era composta pelos antigos senhores feudais e geralmente exercia funções militares.Entre esses nobres havia um grupo mais privilegiado.Eram membros de famílias muito antigas e muito ricas,que formavam a corte do rei e viviam na ociosidade.
 A nobreza togada era constituída,em geral,por burgueses enriquecidos,que comprovam títulos de nobreza ou cargos.Com isso pretendiam obter respeito normalmente atuava no Parlamento,na Justiça e nos órgãos públicos.


A política mercantilista
 As despesas do Estado eram muito grandes.Manter o luxo da corte,sustentar os funcionários que cuidavam da administração do reino e equipar as tropas as tropas que protegiam o território eram tarefas que exigiam dinheiro.Como os impostos eram insuficientes para manter o Estado, as monarquias nacionais adotaram várias medidas para obter metais preciosos e fortalecer o reino.O conjunto de práticas adotadas recebeu o nome de mercantilismo.Algumas dessas medidas foram:
  Balança comercial favorável. A riqueza de um reino era medida pela quantidade de metais nobres que possuía (metalismo). Por isso,os governos criavam medidas protecionistas para encarecer os produtos importados r reduzir sua entrada no reino.Importando menos,sairiam menos metal do país e a balança comercial ficaria positiva.
 • Estímulo às manufaturas locais.Uma maneira de os governos diminuírem as importações era aumentar a produção de bens manufaturados,como tecidos e ferramentais.Eles abasteciam o mercado interno e podiam se exportados,rendendo mais moedas para a Coroa.
 • Conquista de colônias.As colônias consumiam manufaturas metropolitanas e forneciam mercadorias a preços vantajosos.As riquezas que as colônias poderiam estimular os governos a organização expedições para explorar os mares e conquistar novos territórios na América.
 As práticas mercantilistas foram adotadas,com variações,por diferentes governos da Europa moderna e contribuíram para enriquecer a economia de seus respectivos países.


A aliança entre o rei,a burguesia e parte da nobreza
  Os Estados nacionais surgiram do fortalecimento da autoridade do rei,apoiando pela burguesia e parte da nobreza.Os burgueses apoiaram material e politicamente os monarcas porque estavam interessados em ampliar suas atividades comerciais.Para isso eles precisavam eliminar as barreiras impostas pelos senhores feudais para comerciar no interior dos feudos.Uma parcela da nobreza apoiou o fortalecimento dos reis porque tinha empobrecido com a crise econômica que atingiu a Europa nos séculos XIV e XV e passou a depender dos favores reais.
   Contrários à centralização do poder real estavam principalmente a Igreja Católica e a maior parte dos senhores feudais.O alto clero receava que reis muito  que reis muito poderosos se tornariam politicamente mais fortes que o papa.Uma monarquia centralizada também representava uma ameaça ao poder econômico e político da Igreja em cada região.




  O Estado Absolutista
 No início da Idade Moderna,os reis trataram de consolidar seu poder e criar mecanismo que possibilitassem exercê-lo sobre vastas regiões.Para isso,criaram impostos e moeda de circulação nacional e constituíram uma burocracia de funcionários administrativos encarregados de fazer valer as decisões do soberano em todo o reino.Além disso,os reis formaram exércitos permanentes e profissionais,subordinados à autoridade da Coroa.
 O crescente fortalecimento do poder real atingiu o ponto culminante no século  XVII,com o regime absolutista.O absolutismo significou a grande concentração do poder político nas mãos dos reis,numa época em que as atividades comerciais se expandiam e a burguesia acumulava riqueza.Um fator que também contribuiu para fortalecer os reis foi a Reforma Protestante.A divisão do cristianismo enfraqueceu a autoridade do papa,que deixou de se aceito como autoridade universal.Nos países católicos,a Igreja colocou-se sob a autoridade dos reis.


  Teóricos do absolutismo
 O absolutismo tinha de ser justificado pela razão e pela fé para que as pessoas considerassem legítimo o monarca concentrar em suas mãos todos os poderes.Principalmente a burguesia,à medida que enriquecia,ambicionava liberdade para realizar seus negócios sem o controle do Estado.Era necessário,então,uma teoria que justificasse o poder absoluto dos reis sobre todo o reino.A base teórica de apoio ao absolutismo monárquico foi desenvolvida por importantes escritores,entre eles Thomas Hobbes e Jacques Bossuet.


Thomas Hobbes (1588-1679).Filósofo inglês,Hobbes defendia a ideia de que a natureza humana era,desde sempre,má e egoísta."O homem é o lobo do homem",dizia ele.Só um Estado forte seria capaz de limitar a liberdade individual,impedindo a "guerra de todos contra todos",como afirmou em sua principal obra,o Leviatã.em resumo,o indivíduo deveria dar plenos poderes ao Estado,renunciando à sua liberdade, a fim de proteger a sua própria vida.


Jacques Bossuet (1627-1704).Bispo e teólogo francês,Bossuet foi um dos mais importantes intelectuais da corte de Luís  XIV,o mais absolutismo dos reis da França.Em seu livro Política tirada da Sagrada Escritura,desenvolveu a doutrina do direito divino dos reis,segundo a qualquer o poder do soberano expressa a vontade de Deus.Sendo o poder monárquico sagrado,qualquer rebelião contra ele é criminosa.Para Bossuet,a autoridade do rei é de origem divina e, portanto,incontentável e ilimitada.


  É possível perceber uma diferença no pensamento dos dois teóricos.Enquanto Hobbos defendia o absolutismo com base na razão,no argumento de que era necessário garantir a segurança sua defesa no direito divino dos reis, ou seja,na religião.
Apesar de o absolutismo ter sido uma forma de governo específica da Europa da Idade Moderna,o apóstolo Paulo,do século I,e Agostinho de Hipona,que viveu de 354 a 430,defendiam a existência de governos fortes. 
  

Teatro


Historia do Teatro 
O teatro surgiu a partir do desenvolvimento do homem, através das suas necessidades. O homem primitivo era caçador e selvagem, por isso sentia necessidade de dominar a natureza. Através destas necessidades surgem invenções como o desenho e o teatro na sua forma mais primitiva. O teatro primitivo era uma espécie de danças dramáticas colectivas que abordavam as questões do seu dia a dia, uma espécie de ritual de celebração, agradecimento ou perda. Estas pequenas evoluções deram-se com o passar de vários anos. Com o tempo o homem passou a realizar rituais sagrados na tentativa de apaziguar os efeitos da natureza, harmonizando-se com ela. Os mitos começaram a evoluir, surgem danças miméticas (compostas por mímica e música).
Com o surgimento da civilização egípcia os pequenos ritos tornaram-se grandes rituais formalizados e baseados em mitos. Cada mito conta como uma realidade veio a existir. Os mitos possuíam regras de acordo com o que propunha o estado e a religião, eram apenas a história do mito em ação, ou seja, em movimento. Estes rituais propagavam as tradições e serviam para o divertimento e a honra dos nobres. Na Grécia sim, surge o teatro. Surge o “ditirambo”, um tipo de procissão informal que servia para homenagear o Deus Dioniso (Deus do Vinho). Mais tarde o “ditirambo” evoluiu, tinha um coro formado por coreutas e pelo corifeu, eles cantavam, dançavam, contavam histórias e mitos relacionados a Deus. A grande inovação deu-se quando se criou o diálogo entre coreutas e o corifeu. Cria-se assim a acção na história e surgem os primeiros textos teatrais. No início fazia-se teatro nas ruas, depois tornou-se necessário um lugar. E assim surgiram os primeiros teatros.

Teatro na Grécia Antiga
A consolidação do teatro, na Grécia Antiga, deu-se em função das manifestações em homenagem ao deus do vinhoDioniso ou Baco (em Roma). A cada nova safra de uva, era realizada uma festa em agradecimento ao deus, através de procissões. Com o passar do tempo, essas procissões, que eram conhecidas como "Ditirambos", foram ficando cada vez mais elaboradas, e surgiram os "diretores de Coro", os organizadores de procissões. Os participantes cantavam, dançavam e apresentavam diversas cenas das peripécias de Dionísio e, em procissão urbanas, se reuniam aproximadamente 20 mil pessoas, enquanto que em procissões de localidades rurais (procissões campestres), as festas eram menores.
O primeiro diretor de coro foi Tespis, que foi convidado pelo tirano Pisístrato para dirigir a procissão de Atenas. Téspis desenvolveu o uso de máscaras para representar, pois em razão do grande número de participantes era impossível todos escutarem os relatos, porém podiam visualizar o sentimento da cena pelas máscaras. O "Coro" era composto pelos narradores da história, que através de representação, canções e danças, relatavam as histórias do personagem. Ele era o intermediário entre o ator e a platéia, e trazia os pensamentos e sentimentos à tona, além de trazer também a conclusão da peça. Também podia haver o "Corifeu", que era um representante do coro que se comunicava com a platéia do acontecimento.
Em uma dessas procissões, Téspis inovou ao subir em um "tablado" (Thymele – altar), para responder ao coro,logo em seguida tespis se passou por Dionisio, fingindo que o espírito de Dionisio adentrou no seu corpo, e assim, tornou-se o primeiro respondedor de coro (hypócrites). Em razão disso, surgiram os diálogos e Téspis tornou-se o primeiro ator grego.

Tragédia Grega
Muito se discute a origem do teatro grego e, conseqüentemente, das tragédias. Aristóteles, em sua Poética, apresenta três versões para o surgimento da tragédia. A primeira versão argumenta que a tragédia, e o teatro, nasceram das celebrações e ritos a Dionísio, o deus campestre do vinho. Em tais festividades, as pessoas bebiam vinho até ficarem embriagadas, o que lhes permitia entrar em contato com o deus homenageado. Homens fantasiados de bodes (em grego, tragos) encenavam o mito de Dionísio e da dádiva dada por ele à humanidade: o vinho. Esta é a concepção mais aceita atualmente, pois explica o significado de tragédia com o bode, presente nas celebrações dionisíacas.
A segunda versão relaciona o teatro com os Mistérios de Eleusis, uma encenação anual do ciclo da vida, isto é, do nascimento, crescimento e morte. A semente era o ponto principal dos mistérios, pois a morte da semente representava o nascimento da árvore, que por sua vez traria novas sementes. A dramatização dos mistérios permitiria o desenvolvimento do teatro grego e da tragédia.
A terceira concepção para o nascimento da tragédia, e a aceita por Aristóteles, é de que o teatro nasceu como homenagem ao herói dório Adrausto, que permitiu o domínio dos Dórios sobre os demais povos indo-europeus que habitavam a península. O teatro seria a dramatização pública da saga de Adrausto e seu triste fim.
A análise das obras dos principais autores trágicos, ÉsquiloSófocles e Eurípedes, como empreendida por Albin Lesky (A tragédia grega) e Junito Brandão (Teatro Grego: origem e evolução), nos conduz a um denominador comum da tragédia: o métron de cada um. Parte da concepção grega do equilíbrioharmonia e simetria e defende que cada pessoa tem um métron, uma medida ideal. Quando alguém ultrapassava seu métron, seja acima ou abaixo dele, estaria tentando se equiparar aos deuses e receberia por parte deles a "cegueira da razão". Uma vez cego, esse alguém acabaria por vencer sua medida inúmeras vezes até que caísse em si, prestes a conhecer um destino do qual não pudesse escapar.
A tragédia seria assim uma popularização do "mito de Procrusto". Este convidava os viajantes a se hospedarem em sua casa, mas tinha uma cama muito grande e outra cama minúscula. Durante a noite, Procrusto procurava adequar o viajante à cama escolhida, serrando os pés dos que optavam pela cama pequena ou esticando os que escolhessem a cama grande. O objetivo de Procrusto era colocar cada um na sua medida, ou melhor, no seu métron.
Como ensinou Aristóteles, a tragédia não era vista com pessimismo pelos gregos e sim como educativa. Tinha a função de ensinar as pessoas a buscar a sua medida ideal, não pendendo para nenhum dos extremos de sua própria personalidade. Para o filósofo de Estagira, entretanto, a função principal da tragédia era a catarse, descrita por ele como o processo de reconhecer a si mesmo como num espelho e ao mesmo tempo se afastar do reflexo, como que "observando a sua vida" de fora. Tal processo permitiria que as pessoas lidassem com problemas não resolvidos e refletissem no seu dia-a-dia, exteriorizando suas emoções e internalizando pensamentos racionais. A reflexão oriunda da catarse permitiria o crescimento do indivíduo que conhecia os limites de seu métron. A catarse ocorreria quando o herói passasse da felicidade para a infelicidade por "errar o alvo", saindo da sua medida ideal.
A questão da "medida de cada um" é recorrente na obra dos trágicos, mas trabalhada de forma diferente de acordo com a concepção de destino. O objetivo de Ésquilo era homenagear Zeus como principal deidade, prevendo o destino de cada um. Quando alguém tentava fugir de seu destino, por sair de seu métron, acabava cumprindo o destino escrito por Zeus. Basta ler a Oréstia para perceber a visão de destino e o papel de Zeus.
Sófocles, por sua vez, escreveu verdadeiras odes à democracia, pregando abertamente que somente ela poderia aproximar os homens dos deuses. Aquele que não respeitava a democracia (representada pelo coro), procurava se auto-governar e fugir de seu destino terrível, teria como resultado final aquele mesmo destino que destemidamente lutava contra. Para ele, o homem só encontraria sua medida na vida pública, atuando na pólis, por intermédio da democracia ateniense. Isso fica muito claro em Antígone (na oposição entre lei humana e lei divina, mostrando que a lei humana emanada pela democracia, ou coro se aproximava da lei dos deuses) e em Electra.
Em compensação, Eurípedes dizia que o coração feminino era um abismo que podia ser preenchido com o poder do amor ou o poder do ódio. É visto por muitos como o primeiro psicólogo, pois se dedicava ao estudo das emoções na alma humana, principalmente nas mulheres. Aristóteles o chamou de o "maior dos trágicos", porque suas obras conduziam a uma reflexão - catarse - que os demais trágicos não conseguiam. Numa sociedade patriarcal e machista, Eurípedes enfatizava a mulher e como ela poderia fazer grandes coisas quando apaixonada ou tomada de ódio. Defendia que o amor e o ódio eram os responsáveis pelo afastamento da medida de cada um. Podemos destacar Medéia e Ifigênia em Áulis como duas peças de Eurípedes nas quais os sentimentos e emoções são levados à flor da pele.

Cenário no século XIX
No século XIX havia uma preocupação obsessiva com a autenticidade de cenários. Até mesmo cavalos vivos subiam ao palco .O desenvolvimento tecnológico modificou todo o aparato técnico que cercava o espetáculo: luzes, cenáriossom e efeitos especiais diversos.
O cenógrafo suíço Adolphe Appia entendia os recursos cênicos como meios para colocar o ator no foco das atenções e propôs a iluminação como principal criadora de ambiência, num cenário vazio e abstrato. Os cenários tornaram-se cada vez mais detalhados e toda tentativa de abstração ou simbolismo foi condenada, como expressão de formalismo burguês e vazio, algo bem comum na época. O teatro grego na época era bem comum.